
E para todos os homens que nos ajudaram a alcançar o nosso lugar no Mundo.
Para que todos juntos possamos construir um Mundo Novo.
a cada passada,
na hora aprazada,


Por sua vez, George Clooney ("Syriana") e Rachel Weisz ("O Fiel Jardineiro") receberam os galardões de melhores actores secundários.

Prof. Agostinho da Silva
A caminhada da minha mãe, está cada vez mais próxima do fim.
A minha mãe está a chegar ao fim da sua caminhada.
Eu senti isso hoje, senti que a sua vontade de partir é maior do que a de ficar.
Vi os seus olhos cheios de lágrimas, numa súplica tremenda de clemência por aquilo que só “Deus” controla, o poder de nascer e morrer.
Vi a minha mãe rezar à Virgem para a vir buscar. Dói tanto, não podermos fazer nada, para tirar esta angústia do seu peito, esta dor imensa, esta revolta, por não querer ser velho e não poder ser útil aos outros. Ela deixou de lutar pela vida, o desespero tomou conta do seu coração.
Lembro o sorriso da minha mãe, ainda há pouco tempo, era uma avó alegre e simpática, sempre impecavelmente arranjada, os seus cabelos brancos de neve pura a emoldurarem-lhe o rosto bonito, pequenina e de passo ligeiro, fazia as suas compras e arranjava a sua casa como uma jovem de 30/40/50 anos. Conhecida e estimada por toda a gente do bairro, onde mora. Hoje de cima dos seus 91 anos diz não há vida, nada lhe interessa, nem a televisão, nem a rádio.
A Rádio Renascença era a sua companhia de todos os dias, conhecia todos os locutores pela voz, falava com eles, (só para os seus botões) reclamava se o programa desse dia não lhe tinha agradado, chegou a telefonar-me a contar-me de A B ou C ter sido afastado ou acabado certos programas.
Agora a Rádio já não toca. A Televisão não é ligada.
As lágrimas são a sua companhia.
A Mãe que eu amo quer partir sem data, nem bilhete comprado e eu não sei o que fazer!
Desapareceu um dos maiores, senão o melhor jornalista português. Sabia como ninguém fazer e dar a notícia, com Dignidade, Verdade e Sobriedade.Desaparece o homem, fica a sua obra.
Partiu para uma reportagem sem regresso, com uma Visão de grande dignidade!.
À família enlutada as minhas condolências.
MOMENTOSUma sombra sozinha,
Uma luz inquieta,
Um desvio na rua,
Uma voz de poeta.
Uma garrafa vazia,
Um cinzeiro apagado,
Um Hotel numa esquina,
Um sono acordado.
Um secreto adeus,
Um café a fechar,
Um aviso na porta,
Um bilhete no ar.
Uma praça aberta,
Uma rua perdida,
Uma noite encantada
Para o resto da vida.
Pedes-me um momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.
Uma estrada infinita,
Um anúncio discreto,
Uma curva fechada,
Um poema deserto.
Uma cidade distante,
Um vestido molhado,
Uma chuva divina,
Um desejo apertado.
Uma noite esquecida,
Uma praia qualquer,
Um suspiro escondido
Numa pele de mulher.
Um encontro em segredo,
Uma duna ancorada,
Dois corpos despidos,
Abraçados no nada.
Uma estrela cadente,
Um olhar que se afasta,
Um choro escondido
Quando um beijo não basta.
Um semáforo aberto,
Um adeus para sempre,
Uma ferida que dói,
Não por fora, por dentro.
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento

Quando sabemos de casos como este, noticiado em todos os órgãos de informação, ficamos no mínimo gelados e incrédulos, depois, vamos a correr ler em que País bárbaro se deu tão horrendo crime. Mais horrorizados ficamos quando verificamos que é no nosso País de brandos costumes, que tal coisa aconteceu.
Brandos costumes! Adormecidos, impassíveis, insensíveis a tamanha dor de quem tem responsabilidades.
Afinal o que se passa no Meu País? Quando as queixas chegam, quando chegam, neste caso acho que sim, uma avó fez queixa aos respectivos serviços sociais. E o que se fez? NADA! Falamos todos agora sobre ese assunto, como falámos da Joana e de tantos outros. Depois... esquecemos e voltamos à letargia de sempre.
Alguém imagina o que é maltratar, violar e espancar um bebé de Mês e meio? MÊS e MEIO, meus Senhores do Governo, funcionários do Estado Português.
Onde anda esta gente? O que fazem quando são chamados e alertados para casos gravíssimos em que está em causa um bebé de Mês e meio, por suspeitas de maus tratos?
A Televisão portuguesa passa neste momento um programa intitulado Natal dos Hospitais, um desfile de vedetas que se pavoneiam em cima de um palco, em alegre convívio, indiferentes à dor e ao sofrimento, enquanto a Fátima Letícia, (deve ter o nome em honra da realeza espanhola) luta entre a vida e a morte. Estes programas servem para quê e para quêm? Audiências?
Cobre-se-me o rosto de vergonha pelo descalabro a que o povo português chegou. Capaz de cometer atrocidades tamanhas. Maltratar e VIOLAR um bebé de meses, é um crime horrendo, sem perdão, a pena de morte seria pequena para estes energúmenos que nunca deveriam ter sido país.
Deus erra muitas vezes, infelizmente, dá filhos a verdadeiros criminosos e esquece-se de quem os quer ter de todo o coração e não pode. Revolta? Sim! Muita revolta e dor.
Que Deus nos perdoe.

Hoje isto vai em jeito de queixa!
Queixa de um cidadão que se tem de deslocar a um hospital, por motivo de urgência.
Queixa essa que foi formalizada no tal livrinho de reclamações do Ministério da Saúde.
Ora bem, logo após me ter cortado num copo e verificado que o corte estava bastante feio e a hemorragia difícil de controlar e como àquela hora (20 horas) o serviço de saúde do Bombarral já estar fechado, tive de recorrer ao hospital das Caldas da Rainha.
Fui de carro e não de ambulância, um dado importante como vão ver, por ser mais rápido, por causa das burocracias.
Chegados ao dito Hospital, a mão bem enfeixada em gaze e com uma toalha por causa da quantidade de sangue que ainda emergia do corte. Como não ia de ambulância, ora aqui está o que eu me referia, um pouco lá atrás, tive de fazer primeiro a ficha, depois a triagem e só na minha vez, iria ser atendida.
Claro os meus familiares acharam esta situação absurda, devido ao meu estado, e tentaram saber o motivo da demora para um caso de um corte daquele tamanho e hemorragia, a “simpática” enfermeira que estava na triagem disse que eu tinha de esperar a minha vez, ofereceu “simpaticamente” uma toalha para colocar no corte, mas como ela estava a fazer o seu trabalho e eu só iria atrapalhar o “sistema”!! Eu tinha de ESPERAR a minha vez!!! Que esperasse na sala de espera, juntamente com os outros doentes, poucos.
Depois de termos reclamado novamente, fui mandada entrar e esperar lá dentro, pela minha vez. Esperei, pacientemente, nada mais podia fazer, enquanto o meu filho fazia a devida reclamação no livro de reclamações do Hospital.
Quando chegou a minha vez, fui vista por um médico que por sua vez nada pode fazer, senão chamar um cirurgião. Que só veio passado uma hora!
Eu sempre a perder sangue!!
Havia poucos doentes na urgência do Hospital das Caldas!
Senti pela primeira vez, a indiferença, superioridade e má vontade, num estabelecimento de saúde aqui no Oeste. O doente é tratado como coisa menor, sem o mínimo de simpatia e cordialidade, por parte de todo o pessoal hospitalar, que lá estava àquela hora.
Superioridade e prepotência que baste!
Como se nós, utentes, fossemos, transparentes, ou coisa nenhuma. Senti que estes senhores estão vários patamares acima de nós (doentes) e como nós nos sentimos humilhados, sós e indefesos.
Um sorriso, uma palavra simpática, um gesto de solidariedade, custa assim tanto para esta gente, que trabalha num sector tão delicado?
Todos temos problemas laborais e particulares, então porque não os largamos por umas horas e somos menos amargos e fazemos os outros mais felizes?
Um Hospital não tem de ser obrigatoriamente um purgatório de lamentações, reivindicações, reclamações e má cara! Há locais para isso.
Tentem ser um pouquinho mais simpáticos meus Senhores, para melhorar este País, que se está a transformar em autómatos sem vida. Cada vez mais os Portugueses são gente amorfa e triste.
Um sorriso pode salvar uma vida!
Sorriam por favor, acabam por receber em troca outro sorriso.
A Amnistia Internacional é uma organização não-governamental de defesa dos Direitos Humanos.
Foi em 1961 que Peter Benenson, um advogado inglês, decidiu criar um movimento que actuasse de forma efectiva para evitar violações dos direitos dos cidadãos ocorridas em todo o mundo. Pensou em criar uma rede de pessoas que pudessem, uma vez informadas de casos particulares de violação de direitos humanos, escrever cartas-apelo às entidades governamentais responsáveis. Foi assim que nasceu a Amnistia Internacional.
O mandato da Amnistia Internacional inspira-se directamente na Declaração Universal dos Direitos do Homem, criada pelas Nações Unidas (ONU) em 1948. Contudo, são fundamentalmente os direitos ditos de primeira geração - o direito à vida, a não se ser sujeito a tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes, e o direito à liberdade de expressão e opinião, que são objecto do trabalho dos mais de um milhão de voluntários que fazem a AI.
Os pontos-chave do mandato da Amnistia Internacional são a oposição à aplicação da pena morte, em todos os casos; a oposição a todo e qualquer tipo de tortura, ou tratamento cruel, desumano ou degradante; a luta pela libertação incondicional de todos os prisioneiros de consciência: pessoas que não usaram nem advogaram o uso da violência, presas devido apenas às suas opiniões, à sua raça, religião, ou sexo.
Data de nascimento e morte
Nasceu em 09 de Outubro de 1940
Assassinado em 08 de Dezembro de 1980

Depois de alguns dias de grande luta, chegou a hora da partida. Adeus amigo Gary (cão). Fica a saudade e as recordações. Um beijo para o Gary (dono).
Mafy, que este dia te traga sempre muita felicidade, por teres a honra de ser mãe da Mariana e à Mariana por ter uma mãe linda como a Mafy.
PARABÉNS ÀS DUAS!!
Para as duas um grande beijo e Salve o dia 1 de Dezmbro!
Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".
Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha. Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.
Fernando Pessoa
///
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu" ?
Deus sabe, porque o escreveu.
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa ele mesmo o autentico:
"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm."
Fernando Pessoa
http://fredb.sites.uol.com.br/pessoa.html